Hoje, no Segunda com Ciência, apresentamos a pesquisa da Profa. Josélia da Silva Alves, professora titular do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da UFAC.
Resultado de sua tese de doutorado (2012), o estudo mostrou que 65% da população da Bacia do Igarapé Fundo, em Rio Branco, vive em alta vulnerabilidade socioambiental.
O estudo segue sendo muito atual, pois mostra que sem acesso à moradia digna, famílias de baixa renda ocupam as margens de igarapés e ficam na linha de frente das inundações, cada vez mais frequentes e intensas por causa das mudanças climáticas.
Criar parques às margens dos rios é importante, mas não basta. É preciso enfrentar a injustiça ambiental e a falta de saneamento com políticas públicas que integrem moradia, saúde e meio ambiente.
A pesquisa originou o livro “Quando a rua vira rio: vulnerabilidade socioambiental urbana”, publicado pela Editora Appris em 2017.
Quem é a pesquisadora? Josélia da Silva Alves é doutora em Geografia pela UFF (2012) e pós-doutora pela UFRJ (2023). 📧 Contato: joselia.alves@ufac.br
INFORME Suspensão temporária de agendamentos do Auditório da ADUFAC
A ADUFAC informa à categoria docente e à comunidade acadêmica que o agendamento do Auditório estará suspenso a partir de 01/06/2026 a 19/07/2026.
A suspensão ocorre em razão das obras de reforma e melhorias estruturais, que visam garantir acessibilidade, adequação para webconferências e modernização dos equipamentos de áudio e vídeo para projeções.
Agradecemos a compreensão. Novos agendamentos serão retomados a partir de 20/07/2026.
Toda segunda é dia de mostrar que a Ufac faz ciência de alto nível!
A professora Maria Aldecy participou do XV Seminário Paulo Freire em maio de 2026 e apresentou o trabalho intitulado “Quando as palavras ganham forma: nuvens de palavra na leitura de Pedagogia do Oprimido”
O estudo propõe reflexões acerca das possibilidades de leitura e interpretação da obra Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, por meio da utilização de nuvens de palavras como recurso metodológico e pedagógico, contribuindo para práticas críticas e dialógicas na formação docente.
A participação no evento fortaleceu o diálogo acadêmico, a socialização de experiências e o compromisso com uma educação crítica, democrática e transformadora inspirada no legado freireano.
A Associação de Docentes da Universidade Federal do Acre (ADufac) convoca a categoria para a primeiraAssembleia Geral Ordinária do ano, a ser realizada no dia 29.05.2026 (sexta-feira), com início às 9h, no auditório da sede do Sindicato, para discutir a seguinte pauta:
Pauta:
Informes
Avaliação do contexto atual: transição na Ufac, a greve dos TAEs, encaminhamentos de questões políticas nacionais e locais.
Apreciação do termo de comodato do espaço físico da ADUFAC.
Apreciação da prestação de contas Biênio 2024-2026 e composição de Conselho Fiscal.
Composição de Comissão de análise de Minuta de Resolução-UFAC da Carreira Docente – CPPD 2026.
Outros.
Para as professoras e os professores do Campus Floresta, Cruzeiro do Sul – AC, será assegurada a participação via webconferência.
O tempo dedicado ao trabalho sempre esteve no centro das lutas da classe trabalhadora.
No Brasil, a última redução legal da jornada ocorreu em 1988, com a Constituição Federal, que fixou o limite de 44 horas semanais. Desde então, não houve novos avanços.
A escala 6×1, caracterizada por seis dias consecutivos de trabalho e apenas um de folga, consolidou-se após a Reforma Trabalhista de 2017. O modelo tem sido alvo de críticas de entidades sindicais e pesquisadores por comprometer a saúde, o convívio familiar e o tempo livre dos trabalhadores.
No artigo “O Fim da Escala 6×1 e a Possível Reintrodução da Padronização das Jornadas no Contexto Pós-Reforma Trabalhista”, a pesquisadora Daniela Macia Ferraz Giannini avalia que a extinção da escala 6×1, sem redução salarial, representa mais do que a garantia de tempo livre.
Segundo Giannini, a medida recoloca os temas da redução e da padronização da jornada no debate social e configura-se como uma possibilidade de atenuar efeitos da Reforma Trabalhista de 2017. Ao propor nova organização do tempo de trabalho, a extinção da 6×1 desafia os parâmetros normativos instituídos pela reforma e abre espaço para a construção de um modelo de sociedade que reconheça o direito ao tempo livre e à autonomia sobre o próprio tempo.
A análise integra o dossiê “Fim da Escala 6×1 e a Redução da Jornada de Trabalho”, que reúne 36 artigos de pesquisadoras e pesquisadores sobre o tema.
As Diretorias da Regional Norte 1 do ANDES-SN e da ADUNIR informam que o 45º Encontro das Seções Sindicais da Regional Norte 1 ocorrerá nos dias 5 e 6 de junho de 2026, em Ji-Paraná, Rondônia.
Com o tema “Luta Sindical na Amazônia: Financiamento das IES, conflitos agrários e desafios da multicampia”, o encontro da gestão 2025-2027 reúne docentes das universidades públicas da região para debater os ataques à educação, o avanço da extrema direita e os desafios do trabalho docente em instituições multicampi e de fronteira.
A programação coloca no centro do debate o orçamento das universidades públicas, a autonomia universitária frente ao clientelismo parlamentar e os conflitos agrários e indígenas na Amazônia. O evento também marca os 45 anos do ANDES-SN, resgatando o papel histórico do Sindicato Nacional nas lutas docentes.
Programação
Dia 05/06 | Sexta-feira 8h: Credenciamento 8h30 às 9h: Mesa de abertura 9h às 10h30: Mesa 1 – “Orçamento e Financiamento das Universidades Públicas: da Autonomia ao Clientelismo Parlamentar?” 10h40 às 12h30: Mesa 2 – “Conflitos agrários, indígenas e o avanço da extrema direita na Amazônia” 12h30 às 14h: Almoço 14h15 às 15h30: Mesa 3 – “45 Anos do ANDES-SN: Lutas sindicais, lutas docentes e o papel do Sindicato Nacional” 15h45 às 16h: Apresentação e lançamento das campanhas do ANDES-SN de sindicalização, antirracismo e por mais verbas, com distribuição de materiais e cartilhas 16h15 às 17h: Lanche e atividades artístico-culturais Encerramento das atividades do dia
Dia 06/06 | Sábado 8h às 10h30: Mesa 4 – “Os desafios sindicais nas instituições multicampi e de fronteira” 10h40 às 13h: Reunião das Seções Sindicais da Regional Norte 1 do ANDES-SN Encerramento do eventoO 45º Encontro reforça a organização da base docente na Amazônia e a articulação das seções sindicais frente ao desmonte das IES públicas e à violência no campo.
A escolha de Ji-Paraná, cidade no interior de Rondônia, evidencia o compromisso do ANDES-SN com a interiorização do debate e com as realidades de fronteira vividas pela categoria.
Toda segunda é dia de mostrar que a Ufac faz ciência de alto nível!!
A professora Leila Priscila Peters apresenta sua pesquisa sobre bioinsumos alternativos aos agrotóxicos para sistemas agroflorestais com cupuaçu e cacau na Amazônia.
O projeto se desenvolve com a contribuição de diversas instituições da Amazônia e de movimentos sociais que trabalham com agricultura familiar como o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC/AC).
O ANDES-Sindicato Nacional repudia veementemente a ação violenta e truculenta da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que resultou na desocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo – USP, na madrugada de 10 de maio de 2026, contra estudantes que ocupavam o prédio desde 07/05/2026, em luta por melhores condições de permanência estudantil na USP.
A operação policial, marcada pelo uso de bombas, gás lacrimogêneo, agressões físicas, detenções arbitrárias e práticas humilhantes, evidencia uma escalada repressiva incompatível com os princípios democráticos que devem orientar a vida universitária.
É extremamente grave que reivindicações estudantis legítimas sejam respondidas com violência policial em uma das universidades de maior referência acadêmica e científica da América Latina.
O episódio torna-se ainda mais preocupante diante do abandono, por parte da Reitoria da USP, dos canais de diálogo e de negociação. As(os) estudantes buscavam retomar as negociações após o encerramento unilateral das tratativas por parte da Reitoria, anunciado pela própria Reitoria à imprensa durante a reunião de negociação da data-base entre o Fórum das Seis e o CRUESP na última segunda-feira, dia 04/05/2026.
A ocupação da reitoria expressava a justa reivindicação de um espaço legítimo de interlocução e de diálogo político, condição básica de uma universidade comprometida com a democracia interna e com a educação pública e de qualidade.
Ao optar pela repressão e pela intervenção da PM contra integrantes da própria comunidade universitária, a administração central da USP contribuiu para o agravamento de uma situação que poderia e deveria ter sido resolvida por meio do diálogo. A naturalização da presença policial como instrumento de resolução de conflitos internos representa uma grave ameaça à autonomia universitária, às liberdades democráticas e ao direito à organização e à manifestação.
O ANDES-SN manifesta solidariedade às(aos) estudantes agredidas(os), feridas(os) e detidas(os) durante a ação policial, bem como a toda a comunidade uspiana, que amanheceu, no Dia das Mães, em choque e perplexa diante das cenas de repressão e violência contra estudantes da USP.
Reafirmamos que a universidade deve cumprir seu papel social e, sobretudo, pedagógico, na construção de formas democráticas de resolução de conflitos e não recorrer à violência de Estado para silenciar a legítima mobilização estudantil.
Em defesa de melhores condições depermanência estudantil!
Pela imediata retomada das negociações com o movimento estudantil da USP!
Lutar não é crime!
Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre
Brasília, 11 de maio de 2026. Diretoria do ANDES – Sindicato Nacional
Toda segunda é dia de mostrar que a UFAC faz ciência de alto nível.
Esse é o novo quadro da Associação de Docentes da Ufac – Adufac para divulgar as pesquisas dos nossos professores e professoras.
E pra estrear, a professora Maria Cristina de Souza, do Campus Floresta e curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, representou a Ufac no Museu de História Natural de Paris entre 9 e 15 de abril. Ela ministrou conferência sobre a diversidade e a riqueza do Alto Juruá e realizou visita técnica atualizando amostras das coleções de palmeiras do gênero Geonoma.
As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.
Da floresta para o mundo: é a ciência da Ufac cruzando fronteiras!