As nossas instituições de ensino passam por um verdadeiro tsunami de ataques, nas mais diversas frentes. Não muito distante, derrotamos, pontualmente, no âmbito nacional, o movimento Escola Sem Partido, que tentava aprovar uma legislação federal que cerceava a liberdade de cátedra e atacava a docência, o que nos levou a constituir a Frente Escola Sem Mordaça. Como não conseguiram aprovar suas propostas no Congresso Nacional, esses grupos passaram a pautar tais ataques nos estados, municípios e no Distrito Federal. Em sua totalidade, essas iniciativas foram consideradas inconstitucionais pelo STF, o que, no entanto, não alterou sua finalidade política nem sua capacidade de mobilização de base.
O irmão siamês desse movimento, capitaneado por diversos setores reacionários, é a educação domiciliar (homeschooling). Nosso sindicato possui posição histórica contrária a essa modalidade, que, em nome de uma suposta hegemonia da esquerda — narrativa criada para alimentar o medo e disseminar desinformação — busca atacar as escolas e suas(seus) trabalhadoras(es). Tal movimento é uma expressão geopolítica da disputa de espaços por parte do imperialismo estadunidense e, por isso, não pode ser analisado como mera questão de foro privado das famílias.
Cabe mencionar que essa modalidade se sustenta na responsabilização integral da família pela formação acadêmica de crianças, adolescentes e jovens. Ela é defendida, de um lado, por setores fundamentalistas religiosos, que se opõem ao papel da escola como espaço de enfrentamento ao racismo, ao machismo e às culturas de intolerância, frequentemente reproduzidas no ambiente familiar; de outro, por setores privatistas, que já lucram com esse modelo de ensino.
Em nosso documento Projeto do Capital para a Educação, volume III, afirmamos que:
“tal qual a lógica neoliberal, a presença do Estado é vista como algo negativo para a educação. Sujeitas(os) favoráveis ao homeschooling posicionam-se contrariamente ao Estado “monopolizador” da direção da educação escolar e favoravelmente ao ensino livre da compulsoriedade da escola”.
Esse modelo constitui um ataque frontal ao espaço democrático, ao direito ao contraditório e ao papel da escola como locus de convivência socioafetiva, tão central para o desenvolvimento cognitivo e emocional de crianças, adolescentes e jovens. Em tempos de avanço da cultura red pill, da misoginia e do racismo na sociedade, agravados pelo peso das Big Techs em nossas vidas e pela ausência de regulação efetiva de suas plataformas, permitir que a família — muitas vezes reprodutora dessas culturas de intolerância — seja a portadora exclusiva do direito de ensinar significa fortalecer ambientes de hostilidade e violência social.
A Constituição Federal, em seu artigo 205, estabelece que a educação é dever do Estado e da família. Também garante, nos mais diversos níveis, a convivência harmoniosa entre as instituições educacionais e as famílias, relação que, por vezes, é enfraquecida pela ação de grupos reacionários que se recusam a aceitar o espaço escolar como locus da diversidade étnico-racial, religiosa, ideológica, social e de orientação sexual.
O ANDES-SN reafirma seu papel de defensor incondicional de uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada, somando-se a todas as entidades que, por meio da unidade e da mobilização, derrotarão mais essa ofensiva dos setores.
Hoje, no Segunda com Ciência, apresentamos a pesquisa do Prof. Francisco Bento da Silva, docente do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Acre – UFAC.
A pesquisa (resultado da tese de Doutorado em História defendida em 2010, Universidade Federal do Paraná, UFPR) aponta para o desterro como uma medida de “limpeza” do Rio de Janeiro, então capital da República. O estado de sítio foi o instrumento legal que permitiu expulsar para os “confins” da Amazônia aqueles considerados “indesejados sociais” pela cidade que se dizia civilizar.
A evidenciou o desterro como medida de limpeza da capital da República dos seus indesejados sociais. O estado de sítio foi o instrumento que possibilitou tal medida.
Quem é o pesquisador? 🔍
Francisco Bento da Silva é Doutor em História pela Universidade Federal do Paraná (2010).
O volume de ataques que as Universidades, os Institutos Federais e os CEFETs passam não podem ser normatizados. Mais do que nunca, fortalecer nossas instituições é fundamental para enfrentar o escalonamento de ações de ódio contra a comunidade acadêmica.
A extrema direita, com sua política anticiência, tem disputado mentes e corações. Medidas de austeridade, como o recente bloqueio de R$ 300 milhões do orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) realizado pelo governo federal, não só colocam em risco o financiamento de pesquisas fundamentais para o desenvolvimento social, humano e tecnológico brasileiro, mas servem como gasolina na fogueira neofascista.
É preciso radical seriedade dos setores que defendem as liberdades democráticas e que possuem repulsa às(aos) inimigas(os) orgânicas(os) de nossas instituições. É fundamental que o governo Lula reverta tal decisão imediatamente, visto que tal bloqueio pode afetar mais de 80% das bolsas, como tem alertado a presidência do CNPq. Vivemos em tempos em que, mais do que nunca, é fundamental reforçar que não responderemos com cortes ao negacionismo científico — que tantas mortes acarretou no contexto da pandemia durante o governo genocida de Bolsonaro. Precisamos, na verdade, reverter esse caminho perigoso que tem sido uma tônica desde 2015.
Derrotar as correntes neofascistas no Brasil será uma tarefa que faremos nas ruas, nas redes, mas, sobretudo, fortalecendo o tripé ensino-pesquisa-extensão. O ANDES-SN se soma às entidades que repudiam tal bloqueio e exigimos a retomada imediata de tal orçamento, assim como o estabelecimento de políticas permanentes que não fiquem reféns da sangria da lógica da austeridade neoliberal.
Da Capes ao CNPq: quem corta orçamento da pesquisa não quer ver o País crescer! Defender a educação e a pesquisa pública: essa é a nossa escolha para o Brasil!
Brasília, 24 de junho de 2026. Diretoria do ANDES – Sindicato Nacional.
A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre – ADUFAC, Seção Sindical do ANDES-SN, manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Aury Gama Silva, ocorrido ontem, 24 de junho de 2026.
Neste momento de luto, nos solidarizamos de forma especial com a Profa. Letícia Helena Mamed, Ex-Presidenta da ADUFAC e neta de Aury Gama Silva, estendendo o abraço solidário aos seus familiares.
O Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Educação do Terceiro Grau do Acre (SINTEST) e a Associação de Docentes da Universidade Federal do Acre (ADUFAC), Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional, vêm a público manifestar preocupações e se posicionar de modo veemente em defesa do respeito à coisa pública e à vontade soberana e democrática da comunidade universitária que, em acirrado processo eleitoral, elegeu o projeto apresentado pela chapa “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro!”, encabeçada pelos professores Josimar Batista e Marco Amaro, para conduzir os rumos da Universidade Federal do Acre (UFAC), no quadriênio 2026-2030.
Nossa preocupação se deve ao fato de que a atual reitoria da UFAC, que deveria reconhecer a derrota eleitoral e, de modo digno e republicano, ser protagonista de uma ampla e respeitosa transição administrativa, parece não ter compreendido que uma Instituição Federal de Ensino (IFE) não pode ser tratada como extensão patrimonial de um grupo político. Tal incompreensão ganha materialidade no fato de que, no apagar das luzes de seu mandato, a Reitoria passa a adotar movimentos administrativos que, longe de expressarem simples zelo institucional, aparentam compor uma estratégia de contenção, constrangimento e sabotagem da próxima gestão legitimamente escolhida pela comunidade universitária.
Esse comportamento revela uma concepção preocupante de gestão da coisa pública, pois, em vez de evitar maiores tensionamentos e de se dedicar a uma transição republicana transparente e leal, a atual administração procura cercar a futura gestão de mecanismos institucionais criados tardiamente, sem amplo debate, desrespeitando as instâncias colegiadas ao adotar medidas e decisões autocráticas, com o indevido uso do ad referendum, à margem de qualquer requisito de urgência.
Frente ao que vem ocorrendo de modo silencioso e autoritário, a única urgência que a reitoria deixa transparecer é a de tentar manter o controle das estruturas administrativas mesmo quando já não detém legitimidade política para conduzir a instituição: o que salta aos olhos é que a atual reitoria tenta condicionar o futuro da UFAC com atos praticados nos instantes finais de seu longo, infrutífero e insólito mandato. Um grave movimento da reitoria nessa direção é a criação – ad referendum – de uma unidade correcional instituída somente agora, após anos de omissão administrativa. Temos convicção de que a criação de uma corregedoria, em si, é medida necessária, recomendável e compatível com as diretrizes da Controladoria Geral da União (CGU), porém, o problema não está na existência dessa unidade correcional, mas na natureza extemporânea, no modo e na finalidade política aparente de sua criação em um contexto que deveria ser, exclusivamente, voltado para a transição administrativa.]
Não podemos nos esquecer de que, durante todos esses anos, a atual gestão da UFAC conviveu confortavelmente com a concentração das funções correcionais na própria Reitoria. Isso quer dizer que a admissibilidade de denúncias, o encaminhamento de investigações, a instauração ou não de processos disciplinares e a condução política do sistema correcional permaneceram submetidos ao centro decisório da gestão superior. Em termos práticos, isso significou que a Reitoria, conforme sua conveniência administrativa e política, manteve controle direto sobre o destino de investigações e processos disciplinares no âmbito desta IFE.
Esse histórico é incompatível com o discurso tardio de fortalecimento da integridade, que surge neste momento de ocaso de um longo mandato da atual gestão. Não temos dúvidas de que, se a preocupação fosse realmente com o bem estar institucional, a unidade correcional poderia ter sido criada há pelo menos três anos, quando o marco normativo da CGU já oferecia parâmetros suficientes para sua estruturação, especialmente com a Portaria Normativa CGU nº 27/2022.
A letargia ou morosidade prolongada indica que a atual gestão da UFAC não tratou a atividade correcional como prioridade enquanto detinha poder pleno sobre seus efeitos, notadamente porque a instituição da corregedoria retiraria da Reitoria poderes específicos relacionados a aplicação de sanções disciplinares, conforme Decreto nº 11.123/2022 e Portaria MEC nº 1.819/23. Não por acaso, somente agora, após a derrota política no processo eleitoral, a criação da corregedoria passou a ser apresentada como “urgência administrativa”.
Essa inversão temporal compromete a legitimidade da medida, fundamentalmente, considerando que aquilo que deveria ser uma iniciativa republicana de fortalecimento da governança, passa a assumir a aparência não apenas de um instrumento de blindagem e acomodação de integrantes da atual gestão, mas de condicionamento da futura gestão. Isso porque quem ocupa a função de corregedor ou de corregedora não exerce um mero cargo de confiança, mas um mandato.
Em síntese, criar uma unidade sensível, dotada de competências relevantes sobre admissibilidade correcional, instrução disciplinar e manifestações técnicas, no momento terminal do mandato, sem ampla e democrática discussão e deliberação no Conselho Universitário, é atitude que afronta a ética pública e os princípios da gestão democrática.
A situação torna-se ainda mais delicada diante da informação de que a Reitora manteria pendente de decisão, desde novembro de 2025, o processo nº 23107.012780/2024-23, no qual haveria recomendação da Comissão de Processo Administrativo Disciplinar pela abertura de processo disciplinar contra um professor, atuante como aliado político da reitoria nas últimas eleições, o que coloca a nu a face extrema do problema institucional: enquanto processos envolvendo aliados políticos podem permanecer represados no gabinete da Reitora, a mesma gestão passa a defender, ao final do mandato, a criação de uma estrutura correcional supostamente técnica, impessoal e autônoma.
Esse contraste é politicamente devastador. Ele expõe a seletividade possível de um modelo em que a atividade correcional ficou historicamente concentrada na autoridade máxima da universidade. Também demonstra que a criação tardia da corregedoria não pode ser analisada isoladamente, como se fosse mero ato burocrático. Ela deve ser compreendida dentro de um padrão mais amplo de uso estratégico da máquina administrativa, no qual decisões sensíveis são aceleradas ou retardadas, conforme o interesse político da gestão em final de exercício.
A Administração Pública se orienta pelos princípios da legalidade,impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A esses princípios soma-se a exigência de finalidade pública, motivação adequada, transparência decisória e respeito à confiança institucional. Um ato pode estar formalmente revestido de aparência legal e, ainda assim, padecer de ilegitimidade material quando praticado para finalidade diversa daquela prevista pelo ordenamento.
É exatamente esse o risco que se apresenta no caso da UFAC. A criação de uma unidade correcional instituída, em tese, atende às diretrizes do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal. Contudo, quando promovida no final da gestão, depois de anos de omissão, em cenário posterior à derrota eleitoral, e com possibilidade de nomeação de pessoa politicamente alinhada ao grupo que deixa o poder, a medida deixa de parecer simples aprimoramento administrativo para ganhar ares de uma tentativa de captura institucional e de sequestro dos poderes e atos da nova gestão, que tomará posse em agosto de 2026.
Em nome do respeito à coisa pública e da democracia na UFAC, a corregedoria desta IFE não pode nascer como trincheira de um grupo derrotado. Não pode ser organizada para funcionar como posto avançado da gestão anterior dentro da futura administração. Não pode servir à acomodação de aliados, à produção de constrangimentos seletivos ou à conservação indireta de influência política após o encerramento do mandato. Uma unidade correcional só possui legitimidade quando nasce para proteger a instituição, não para vigiar adversários, blindar aliados ou criar obstáculos à autoridade democrática de uma gestão eleita.
Por isso, a crítica que se impõe não é contra a criação da corregedoria, mas contra sua instrumentalização política. Uma universidade pública precisa de corregedoria forte, técnica, independente e republicana. E é exatamente por isso que não podemos aceitar uma corregedoria concebida às pressas, no apagar das luzes, sem amplo debate institucional e sob suspeita de servir a propósitos de acomodação política e de sabotagem da próxima gestão.
A futura gestão tem legitimidade democrática para participar da definição da estrutura correcional que funcionará durante seu mandato. Ignorar essa legitimidade, impondo uma arquitetura institucional indevida antes da posse do novo reitor, significa reduzir a transição administrativa a um jogo de emboscadas burocráticas. Esta é uma prática incompatível com a mínima responsabilidade de quem ocupa um cargo público em uma reitoria e mais incompatível ainda com a grandeza da universidade pública e democrática, especialmente, quando se trata da UFAC, uma instituição que desde o ano de 1984 vem elegendo seus reitores e suas reitoras como resultado de históricos processos de lutas baseados em compromissos éticos, de manifestações públicas e de conquistas democráticas de nossos sindicatos e das entidades estudantis que são patrimônios da comunidade acadêmica.
A UFAC não pertence à gestão que termina e nem a que tomará posse. Pertence à sua comunidade acadêmica, às suas servidoras e aos seus servidores (TAEs e Docentes), às suas estudantes e aos seus estudantes e, em especial, à sociedade acreana como um todo. Qualquer medida estrutural adotada neste momento deve ser submetida ao teste da finalidade pública. E esse teste tem a ver com questões básicas, que não podem deixar de ser respondidas: a criação da corregedoria, de modo autocrático e açodado, fortalece a instituição ou tenta amarrar politicamente a próxima administração? Promove integridade ou conserva influência? Corrige uma omissão histórica ou transforma essa própria omissão em desesperada tentativa de controle tardio?
A resposta institucional adequada não deve ser a rejeição da corregedoria, mas a rejeição de sua captura. A criação da unidade correcional instituída deve ser debatida com transparência e seriedade nas instâncias colegiadas superiores, com a participação da gestão eleita, com critérios republicanos para a escolha de seu titular ou de sua titular, com demonstração pública de experiência técnica e com garantias efetivas de impessoalidade.
Qualquer tentativa de instituí-la como herança política da gestão derrotada deve ser denunciada como afronta ao princípio democrático, à moralidade administrativa e à lealdade republicana que deve orientar toda transição de poder em uma universidade pública federal. Enquanto sindicatos autônomos e independentes, nós não aceitaremos qualquer tipo de ingerência interna ou externa e permaneceremos em estado de alerta para, mais uma vez, marchar em defesa da UFAC enquanto uma instituição pública democrática, autônoma e livre do jogo de interesses circunstanciais, carreiristas e autoritários, que tentam colocar a instituição refém de vontades e projetos pessoais de quem não aceita a derrota e não reconhece que democracia se faz cumprindo os protocolos e formalidades legais e morais da res publica, com transparência e respeito às liberdades de pensamento e de expressão.
Rio Branco, Acre, 25 de junho de 2026.
Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Educação do Terceiro Grau do Acre (SINTEST)
Associação de docentes da Universidade Federal do Acre (ADUFAC), Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional
A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre – ADUFAC manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de dona Ilizete Pinto da Silva, mãe do professor Sandro Ricardo Pinto da Silva, docente do Curso de Licenciatura em Matemática da UFAC, na data de hoje, 24 de junho de 2026.
Neste momento de dor, a ADUFAC se une a toda a comunidade acadêmica em solidariedade ao professor Sandro e seus familiares.
Informações sobre a despedida:
Velório: Capela São João Batista, a partir das 16h.
Sepultamento: 25/06/2026, às 11h, no Cemitério São João Batista.
Entre os dias 19 e 21 de Junho aconteceu no Cefet-RJ, unidade Maracanã, Rio de Janeiro, o Seminário Memória, Verdade, Justiça e Reparação do ANDES-SN, para discutir temas que são pauta de luta e resistência do nosso Sindicato Nacional, como também para lembrar e homenagear Allane e Layse, vítimas de feminicídio ocorrido em 2025 na própria unidade.
Os debates abordaram, entre outros temas, a memória e combate aos casos de feminicídio, o combate à lei da dosimetria e à anistia de golpistas, a luta e os direitos territoriais dos povos indígenas e o racismo estrutural. Durante o evento, também foi lançado o Caderno 30 do ANDE-SN “Memória, Verdade, Justiça e Reparação – 60 anos do Golpe”.
Para a Profa. Letícia Mamed, ex-presidenta da ADUfac e atual vice-presidenta da Regional Norte 1 do ANDES-SN, o seminário reafirma a origem do nosso sindicato: uma entidade nascida nas trincheiras de resistência contra o golpe militar de 1964. Memória, verdade, justiça e reparação não são só temas de debate. São o DNA da nossa luta.
Venha fortalecer seu sindicato! Participe das atividades, convide colegas a se juntar a nós!
A ADUFAC informa que por questões logísticas e de ajuste de calendário, a atividade presencial “Nosso Tempo é o Agora: Memórias Docentes”, prevista para dia 23/06/26, precisará ser reagendada. Novas informações sobre a retomada da atividade serão divulgadas oportunamente pelos canais oficiais da ADUFAC.
Hoje, no Segunda com Ciência, apresentamos a pesquisa da Profa. Jeissyane Furtado da Silva, docente no Centro de Educação, Letras e Artes.
À luz das reflexões sobre a produção literária na Amazônia, a tese analisa do romance Palácio do Pavão (1990), de Wilson Harris, a fim de dimensionar e teorizar sobre as relações coloniais e os processos de resistência que se configuram na literatura amazônica, a partir da obra guianense.
Por meio de uma pesquisa bibliográfica e qualitativa, estabelece diálogos e investigações em torno da prática literária nos espaços circunscritos na Guiana, a Amazônia e o Caribe, consoante às reflexões sobre linguagem, representação, colonialismo, colonizador e colonizado.
Quem é a pesquisadora? 🔍
Doutora e Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade, na Universidade Federal do Acre (UFAC).
📌 No último dia 10 de junho, às 19h, reunimos diferentes movimentos sociais do Acre. De lá saímos com uma decisão: dia 27 de junho vamos ocupar as ruas! Vamos às ruas contra o PDL 3/2025, o “PDL da Pedofilia”, e pelo fim da escala 6×1.
Duas pautas aparentemente distintas, mas estruturalmente interligadas. Ambas incidem sobre a mesma matriz de precarização da vida.
O PDL 3/2025, ao relativizar mecanismos de proteção à infância, opera no campo da desregulamentação dos direitos fundamentais, expondo crianças e adolescentes a formas institucionalizadas de violência. Já a manutenção da escala 6×1 constitui tecnologia sofisticada de gestão do tempo que expropria a classe trabalhadora, sobretudo as mulheres, do direito ao descanso, ao lazer e ao cuidado de si e de outros.
DESPROTEGER CRIANÇA É CRIME. E NÓS NÃO VAMOS ACEITAR! SEIS DIAS TRABALHANDO, UM DIA PARA VIVER. ISSO NÃO É VIDA, ISSO É EXAUSTÃO!
Duas pautas, uma só raiz! As duas desmontam direitos. As duas precarizam a vida da classe trabalhadora.
Por isso perguntamos: cadê a pressa para aprovar o fim da escala 6×1? A mesma pressa que tiveram para desproteger meninas vítimas de estupro, por que não têm para garantir tempo de vida digna?
Este é um amplo chamado à população acreana. Os senadores do Acre precisam lembrar: devem estar a serviço da população, e não contra ela!
✊Não reeleja em 2026 quem usa o mandato para votar contra a vida! Chega de retrocesso! Chega de ataque às mulheres, às meninas e aos meninos, à classe trabalhadora!