Adufac

Associação de Docentes da Universidade Federal do Acre

  • A Feira da Agricultura Familiar da ADUFAC não é só um espaço de comercialização, mas também de diálogo, troca de saberes, resistência, saúde e economia solidária.

    A Feira surge como parte do Projeto de Extensão Arranjo Produtivo Comunitário em parceria com o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) no Acre. Às sextas-feiras, das 7h às 11h30min, a ADUFAC recebe as mulheres com produtos oriundos da agricultura familiar, produzidos sem agrotóxicos e que fortalecem a soberania alimentar e a agroecologia.

    Sobre o MMC

    Nascido em 1980, o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) é um movimento social e feminista popular brasileiro que representa trabalhadoras rurais (agricultoras, extrativistas, pescadoras e sem-terra). Ele luta por igualdade de gênero e reforma agrária, além de combater a violência contra a mulher e promover políticas públicas para o campo.

  • Em junho de 2026, o Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia e do Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental vinculados ao ANDES-SN realizaram uma reunião conjunta para debater sobre como ciência, IA, meio ambiente e universidade pública são frentes inseparáveis da luta da classe trabalhadora hoje.

    Data Centers como o novo colonialismo

    Um dos estudos apresentados e debatidos na reunião, intitulado “Não somos quintal de data centers” trata dos impactos socioambientais e climáticos dos data centers na América Latina, de autoria do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e tem por objetivo apontar riscos, ameaças e oportunidades para construir caminhos sustentáveis e soberanos, sem repetir o modelo extrativista.

    Big Techs buscam custos baixos, não responsabilidade. Nos casos estudados, os data centers se instalam onde há: 1. Legislação ambiental permissiva; 2. Água e energia baratas e abundantes; 3. Pouca resistência organizada.

    Como consequência, as comunidades sofrem com água pior e mais escassa, energia cara, conflitos por terra.

    Organização comunitária como freio aos mega projetos

    Em alguns casos, a mobilização de comunidades e movimentos sociais foi decisiva. Projetos inviáveis foram atrasados, empresas forçadas a revisar planos ou fazer estudos de impacto reais antes de avançar. 

    Como deliberação do 44º Congresso do ANDES-SN, a necessidade de aprofundar o debate sobre os impactos socioambientais das big techs, o avanço dos interesses minerários associados a minerais estratégicos e críticos, e os desafios à soberania nacional diante da crescente dependência tecnológica e extrativista deve ser amplamente pautado e debatido pela categoria docente.

  • Hoje, no Segunda com Ciência, apresentamos a pesquisa do NEPSE coordenada pelo Prof. Leandro Amorim Rosa, docente do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Acre – UFAC.

    A pesquisa nos permite compreender melhor o pensamento, o sentimento e a ação das pessoas de Rio Branco frente às questões ambientais.

    Tal conhecimento pode subsidiar ações que promovam a conscientização e a mobilização socioambiental em nossa região. O engajamento das pessoas é fundamental para defender a preservação com justiça social em nosso território e, assim, contribuir para o fortalecimento da justiça climática.

    Quem é o pesquisador? 🔍

    Leandro Amorim Rosa é Doutor em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e membro do Comitê Chico Mendes.

    📧 Contato: leandro.rosa@ufac.br ou nepse@ufac.br

  • Nos dias 03 e 04 de julho exibiremos filmes selecionados para o circuito UFAC, com entrada gratuita:

    📍Dia 03/07, 14h | Auditório da Pós-Graduação – UFAC

    📍Dia 04/07, 09h | Sala 01 Bloco B1 – UFAC

    Fazemos parte de uma rede nacional: 1.150 pontos de exibição e cineclubes em 660+ municípios.

    FILMES:

    1. Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá ✍️
      Ano: 2024 | Duração: 90 min | Local: MG
      Tipo: Documentário | Classificação: Livre
      Direção: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna
      Perfil: @sueli.maxakali @desaninhador

    📑 Sinopse: Sueli e Maísa Maxakali buscam o pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas na ditadura. É jornada de reencontro + resistência Tikmũ’ũn e Kaiowá pelos territórios e modos de vida.

    1. Eu sou Raiz 🌊
      Ano: 2022 | Duração: 7 min | Local: PE
      Tipo: Documentário | Classificação: Livre
      Direção: Cíntia Lima e Lílian de Alcântara
      Perfil: @orlafilmess

    📑 Sinopse: Mestra Mariinha, líder quilombola, há 40+ anos luta às margens do São Francisco pra preservar cultura e natureza do seu território.

    1. Kutala
      Ano: 2025 | Duração: 5 min | Local: MG
      Tipo: Documentário | Classificação: 12 anos
      Direção: Fabio Martins e Quilombo Manzo
      Perfil: @fabio_k.p @kilombomanzo

    📑Sinopse: Brincadeiras de crianças no Kilombu Manzo. Com o olhar dos mais velhos, o saber ancestral passa pra geração neta, onde passado, presente e futuro se encontram.

    1. Grão 🌱
      Ano: 2020 | Duração: 16 min | Local: MG
      Tipo: Documentário | Classificação: 12 anos
      Direção: Adriana Miranda
      Perfil: @mayufilmes

    📑 Sinopse: Olhar poético sobre famílias no Mato Grosso que resistem aos venenos e ao agronegócio com trabalho, força e fé.

    1. Volta Grande 🌳
      Ano: 2020 | Duração: 27 min | Local: PA
      Tipo: Documentário | Classificação: Livre
      Direção: Fábio Nascimento
      Perfil: @fabio.nascimento

    📑 Sinopse: Famílias ribeirinhas do rio Xingu lutam pra voltar ao território de onde foram expulsas pela Hidrelétrica de Belo Monte.

  • Após uma rodada de assembleias realizada nas seções sindicais do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do ANDES-SN, as e os docentes aprovaram a proposta de realização de uma paralisação de um dia a cada dois meses, como forma de pressionar o governo federal pelo cumprimento integral do Acordo de Greve nº 10/2024. A proposta será debatida com a Fasubra e o Sinasefe, para a construção de um calendário unificado de mobilizações.

    A consulta às seções sindicais foi definida durante a reunião conjunta dos Setores das Ifes e das Instituições Estaduais, Municipais e Distrital de Ensino Superior (Iees/Imes/Ides) e do Grupo de Trabalho Verbas e Fundações (GT Verbas), realizada nos dias 10 e 11 de abril. Na ocasião, foi indicada a realização de assembleias, até 20 de maio, para que a categoria avaliasse a proposta de paralisações periódicas até o cumprimento integral do acordo firmado com o governo.

    Ao todo, 21 seções sindicais se manifestaram sobre a proposta. Destas, 11 aprovaram a paralisação de um dia a cada dois meses, sete votaram contra, duas não obtiveram quórum e uma aprovou paralisações, mas sem periodicidade bimestral.

    A iniciativa integra a estratégia de intensificação das mobilizações aprovada durante o 44º Congresso do ANDES-SN, realizado de 2 a 6 de março deste ano, em Salvador (BA). Durante o evento, as e os docentes deliberaram pela construção de um calendário unificado de lutas com a Fasubra e o Sinasefe para pressionar o governo federal a implementar integralmente os acordos de greve, firmados em 2024. O 44º Congresso também aprovou o fortalecimento das ações de mobilização e comunicação sobre os itens ainda pendentes, articulando essa luta com o conjunto das servidoras e dos servidores do Poder Executivo Federal, diante do descumprimento de acordos firmados com diversas categorias em 2024 e 2025.

    De acordo com a Circular 254/2026, a diretoria do ANDES-SN orienta as seções sindicais a dialogarem com as representações locais do Sinasefe e das entidades da base da Fasubra, em greve há mais de 120 dias, para fortalecer a construção de uma agenda conjunta de mobilização em defesa do cumprimento dos acordos de greve.

    FONTE: ANDES/SN

  • As nossas instituições de ensino passam por um verdadeiro tsunami de ataques, nas mais diversas frentes. Não muito distante, derrotamos, pontualmente, no âmbito nacional, o movimento Escola Sem Partido, que tentava aprovar uma legislação federal que cerceava a liberdade de cátedra e atacava a docência, o que nos levou a constituir a Frente Escola Sem Mordaça. Como não conseguiram aprovar suas propostas no Congresso Nacional, esses grupos passaram a pautar tais ataques nos estados, municípios e no Distrito Federal. Em sua totalidade, essas iniciativas foram consideradas inconstitucionais pelo STF, o que, no entanto, não alterou sua finalidade política nem sua capacidade de mobilização de base.

    O irmão siamês desse movimento, capitaneado por diversos setores reacionários, é a educação domiciliar (homeschooling). Nosso sindicato possui posição histórica contrária a essa modalidade, que, em nome de uma suposta hegemonia da esquerda — narrativa criada para alimentar o medo e disseminar desinformação — busca atacar as escolas e suas(seus) trabalhadoras(es). Tal movimento é uma expressão geopolítica da disputa de espaços por parte do imperialismo estadunidense e, por isso, não pode ser analisado como mera questão de foro privado das famílias.

    Cabe mencionar que essa modalidade se sustenta na responsabilização integral da família pela formação acadêmica de crianças, adolescentes e jovens. Ela é defendida, de um lado, por setores fundamentalistas religiosos, que se opõem ao papel da escola como espaço de enfrentamento ao racismo, ao machismo e às culturas de intolerância, frequentemente reproduzidas no ambiente familiar; de outro, por setores privatistas, que já lucram com esse modelo de ensino.

    Em nosso documento Projeto do Capital para a Educação, volume III, afirmamos que:

    “tal qual a lógica neoliberal, a presença do Estado é vista como algo negativo para a educação. Sujeitas(os) favoráveis ao homeschooling posicionam-se contrariamente ao Estado “monopolizador” da direção da educação escolar e favoravelmente ao ensino livre da compulsoriedade da escola”.

    Esse modelo constitui um ataque frontal ao espaço democrático, ao direito ao contraditório e ao papel da escola como locus de convivência socioafetiva, tão central para o desenvolvimento cognitivo e emocional de crianças, adolescentes e jovens. Em tempos de avanço da cultura red pill, da misoginia e do racismo na sociedade, agravados pelo peso das Big Techs em nossas vidas e pela ausência de regulação efetiva de suas plataformas, permitir que a família — muitas vezes reprodutora dessas culturas de intolerância — seja a portadora exclusiva do direito de ensinar significa fortalecer ambientes de hostilidade e violência social.

    A Constituição Federal, em seu artigo 205, estabelece que a educação é dever do Estado e da família. Também garante, nos mais diversos níveis, a convivência harmoniosa entre as instituições educacionais e as famílias, relação que, por vezes, é enfraquecida pela ação de grupos reacionários que se recusam a aceitar o espaço escolar como locus da diversidade étnico-racial, religiosa, ideológica, social e de orientação sexual.

    O ANDES-SN reafirma seu papel de defensor incondicional de uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada, somando-se a todas as entidades que, por meio da unidade e da mobilização, derrotarão mais essa ofensiva dos setores.

    Brasília, 24 de junho de 2026

  • Hoje, no Segunda com Ciência, apresentamos a pesquisa do Prof. Francisco Bento da Silva, docente do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Acre – UFAC.

    A pesquisa (resultado da tese de Doutorado em História defendida em 2010, Universidade Federal do Paraná, UFPR) aponta para o desterro como uma medida de “limpeza” do Rio de Janeiro, então capital da República. O estado de sítio foi o instrumento legal que permitiu expulsar para os “confins” da Amazônia aqueles considerados “indesejados sociais” pela cidade que se dizia civilizar.

    A evidenciou o desterro como medida de limpeza da capital da República dos seus indesejados sociais. O estado de sítio foi o instrumento que possibilitou tal medida.

    Quem é o pesquisador? 🔍

    Francisco Bento da Silva é Doutor em História pela Universidade Federal do Paraná (2010).

    📧 Contato: francisco.bento@ufac.br



  • O volume de ataques que as Universidades, os Institutos Federais e os CEFETs passam não podem ser normatizados. Mais do que nunca, fortalecer nossas instituições é fundamental para enfrentar o escalonamento de ações de ódio contra a comunidade acadêmica.

    A extrema direita, com sua política anticiência, tem disputado mentes e corações. Medidas de austeridade, como o recente bloqueio de R$ 300 milhões do orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) realizado pelo governo federal, não só colocam em risco o financiamento de pesquisas fundamentais para o desenvolvimento social, humano e tecnológico brasileiro, mas servem como gasolina na fogueira neofascista.

    É preciso radical seriedade dos setores que defendem as liberdades democráticas e que possuem repulsa às(aos) inimigas(os) orgânicas(os) de nossas instituições. É fundamental que o governo Lula reverta tal decisão imediatamente, visto que tal bloqueio pode afetar mais de 80% das bolsas, como tem alertado a presidência do CNPq. Vivemos em tempos em que, mais do que nunca, é fundamental reforçar que não responderemos com cortes ao negacionismo científico — que tantas mortes acarretou no contexto da pandemia durante o governo genocida de Bolsonaro. Precisamos, na verdade, reverter esse caminho perigoso que tem sido uma tônica desde 2015.

    Derrotar as correntes neofascistas no Brasil será uma tarefa que faremos nas ruas, nas redes, mas, sobretudo, fortalecendo o tripé ensino-pesquisa-extensão. O ANDES-SN se soma às entidades que repudiam tal bloqueio e exigimos a retomada imediata de tal orçamento, assim como o estabelecimento de políticas permanentes que não fiquem reféns da sangria da lógica da austeridade neoliberal.

    Da Capes ao CNPq: quem corta orçamento da pesquisa não quer ver o País crescer!
    Defender a educação e a pesquisa pública: essa é a nossa escolha para o Brasil!

    Brasília, 24 de junho de 2026.
    Diretoria do ANDES – Sindicato Nacional.

  • A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre – ADUFAC, Seção Sindical do ANDES-SN, manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Aury Gama Silva, ocorrido ontem, 24 de junho de 2026.

    Neste momento de luto, nos solidarizamos de forma especial com a Profa. Letícia Helena Mamed, Ex-Presidenta da ADUFAC e neta de Aury Gama Silva, estendendo o abraço solidário aos seus familiares.

    Diretoria da ADUFAC

    Rio Branco – AC, 25 de junho de 2026.