








Em junho de 2026, o Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia e do Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental vinculados ao ANDES-SN realizaram uma reunião conjunta para debater sobre como ciência, IA, meio ambiente e universidade pública são frentes inseparáveis da luta da classe trabalhadora hoje.
Data Centers como o novo colonialismo
Um dos estudos apresentados e debatidos na reunião, intitulado “Não somos quintal de data centers” trata dos impactos socioambientais e climáticos dos data centers na América Latina, de autoria do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e tem por objetivo apontar riscos, ameaças e oportunidades para construir caminhos sustentáveis e soberanos, sem repetir o modelo extrativista.
Big Techs buscam custos baixos, não responsabilidade. Nos casos estudados, os data centers se instalam onde há: 1. Legislação ambiental permissiva; 2. Água e energia baratas e abundantes; 3. Pouca resistência organizada.
Como consequência, as comunidades sofrem com água pior e mais escassa, energia cara, conflitos por terra.
Organização comunitária como freio aos mega projetos
Em alguns casos, a mobilização de comunidades e movimentos sociais foi decisiva. Projetos inviáveis foram atrasados, empresas forçadas a revisar planos ou fazer estudos de impacto reais antes de avançar.
Como deliberação do 44º Congresso do ANDES-SN, a necessidade de aprofundar o debate sobre os impactos socioambientais das big techs, o avanço dos interesses minerários associados a minerais estratégicos e críticos, e os desafios à soberania nacional diante da crescente dependência tecnológica e extrativista deve ser amplamente pautado e debatido pela categoria docente.