
Em um dia como hoje, perdemos Clara Charf (1925–2025), uma importante militante comunista, ativista pelos direitos das mulheres e um dos maiores símbolos da resistência à ditadura militar no Brasil.
Nascida em Maceió e filha de judeus russos, trabalhou como aeromoça na juventude antes de se dedicar inteiramente à política. Por conta de sua atuação no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e na Ação Libertadora Nacional (ALN), enfrentou anos de perseguição e clandestinidade.
Foi companheira de vida e de luta do líder revolucionário Carlos Marighella. Após o assassinato de Marighella pelo regime militar em 1969, exilou-se em Cuba por uma década. Retornou ao país em 1979 com a Lei da Anistia, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) e concentrou seus esforços na luta feminista e na defesa dos direitos humanos, presidindo a Associação Mulheres pela Paz. Faleceu em 03 novembro de 2025, logo após celebrar o seu centenário.