Num dia como hoje, 16 de setembro, lembramos do assassinato de Víctor Jara pela ditadura chilena, no ano de 1973. Um dos capítulos mais violentos da história latino-americana, marcado pelo bombardeio ao Palácio La Moneda, com apoio dos Estados Unidos, e pelo início de uma longa noite de terror.
Mas para além do horror, a arte resistiu. E um de seus nomes mais luminosos é o de Víctor Jara: pesquisador, diretor de teatro, coreógrafo, compositor e cantor.
No dia do golpe, foi preso na antiga Universidade Técnica do Estado (hoje USACH), levado ao Estádio Chile e assassinado após ter as mãos esmagadas. O estádio hoje leva seu nome: Estádio Víctor Jara.
Como nos lembra a tradição crítica latino-americana, não se mata um artista quando sua obra se confunde com a luta de seu povo.
Víctor segue vivo nos ajudando a enfrentar a desumanização nossa de cada dia.

Ditadura nunca mais, nem no Chile, nem no Brasil e nem em parte alguma.
Víctor Jara vive!