
Em 28 e 29 de março, camponeses, indígenas, quilombolas e ativistas se reuniram em Porto Velho para o Tribunal Popular contra os Crimes do Latifúndio.
A sentença foi divulgada em 27 de maio e é dura: condenou a grilagem de terras, a violência no campo e o “conluio, cumplicidade ou complacência” de autoridades públicas com o latifúndio em Rondônia.
As violências contra povos indígenas foram classificadas como crimes de genocídio. Há omissão dos três Poderes da República. O grupo “Invasão Zero” foi classificado como organização paramilitar a serviço do latifúndio.
O Tribunal listou nomes de coronéis da PM e ex-secretários denunciados por operações que resultaram em torturas e homicídios de camponeses, como os casos de Renato Nathan e Dinhana Nink.
A advogada popular Lenir Correia Coelho foi reconhecida como prisioneira política do Estado brasileiro. Exigimos sua libertação imediata.
Integrante da CSP-Conlutas e ex-presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri-AC, Dercy Teles, a mais importante referência de luta das e dos trabalhadores rurais no Acre, atuou como jurada no Tribunal. Impactada com os relatos, ela denunciou: “Matam as pessoas como se matassem um pássaro, um mosquito”. A presença de Dercy reforça a continuidade da luta histórica de povos da floresta contra a violência do capital no campo.
A ADUFAC se soma à luta dos povos de Rondônia, da Abrapo, CPT-RO, LCP e Opiroma. Defender a universidade pública é defender a democracia e os direitos dos povos da floresta.
(Com informações da CSP-Conlutas)





